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O Exército Arakan, um grupo armado rebelde etnonacionalista, afirmou que 17 "civis inocentes" foram mortos na terça-feira num ataque à aldeia de Yoe Ngu, no estado de Rakhine, no oeste do país.
Já o grupo de voluntários civis Ponnagyun Youth Association (PYA, na sigla em inglês) afirmou que 18 pessoas morreram neste ataque dos militares.
"O cenário era verdadeiramente horrível, quatro ou cinco edifícios foram incendiados e muitos outros foram destruídos", comentou Pyae Phyo Naing, presidente da PYA, que visitou o local após o ataque.
Segundo o jovem de 23 anos, "algumas pessoas choravam enquanto muitos corpos estavam espalhados pela zona".
"Algumas pessoas estavam a fugir do local, pois as casas ainda estavam em chamas quando chegámos", acrescentou Pyae Phyo Naing.
Não foi possível contactar o porta-voz da junta militar birmanesa para comentar o assunto.
Myanmar (ex-Birmânia) está mergulhada numa guerra civil desde o golpe militar de fevereiro de 2021 contra o governo civil eleito da líder Aung San Suu Kyi.
A guerra civil opõe ativistas pró-democracia, que formaram unidades de guerrilha, e milícias compostas por minorias étnicas que há muito se opõem ao Governo central.
IN:NM
