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Egito alerta para impacto do encerramento do estreito de Ormuz no comércio internacional
Abdel Fattah al-Sisi apelou para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades.
O Presidente do Egito alertou esta segunda-feira para o impacto no comércio internacional do encerramento do estreito de Ormuz, no âmbito da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, pedindo diálogo às partes em conflito.
Abdel Fattah al-Sisi apelou para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades, que se alastraram na região do Médio Oriente.
"Mantemo-nos em alerta perante as possíveis consequências da guerra, incluindo o fecho do estreito de Ormuz e o impacto no canal do Suez", disse o chefe de Estado egípcio, antes de sublinhar que o tráfego marítimo através desta última via, não voltou "ao nível normal" desde os ataques de 07 de outubro de 2023 realizados pelo grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
Desta forma, transmitiu que a situação causou "perdas financeiras" e insistiu que o fecho do estreito de Ormuz afeta significativamente os fluxos de petróleo e os preços mundiais.
"O Egito deve examinar cuidadosamente todas as possibilidades e cenários", sustentou o governante, citado num comunicado publicado pela Presidência egípcia.
Abdel Fattah al-Sisi disse ainda que desenvolve, há meses, "esforços sinceros" para evitar um conflito, incluindo a mediação com os Estados Unidos e o Irão, uma vez que as guerras têm sempre "um impacto negativo sobre os países em que ocorrem e nos vizinhos".
"Durante os últimos dois dias sucederam-se acontecimentos muito significativos e rápidos. No Egito, valorizamos a importância de uma desaceleração, de manter a calma e deter a guerra, apesar de tudo ser possível", acrescentou, antes de insistir que o Cairo recusa "de forma categórica" as agressões contra Estados.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel causou até ao momento mais de 550 mortes no Irão, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.
Entre os mortos figuram vários ministros, destacados quadros do Exército iraniano e o líder supremo do Irão, 'ayatollah' Ali Khamenei.
Embora o tráfego no estreito de Ormuz (que separa o Irão, a norte, dos Emirados Árabes Unidos e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância) seja praticamente nulo, nenhuma entidade oficial decretou ainda o seu encerramento.
Desde o início da ofensiva americana-israelita, têm surgido relatos de ataques a navios mercantes na região.
O estreito de Ormuz, com pouco menos de 50 quilómetros (km) de largura, é particularmente importante para o transporte marítimo de petróleo: aproximadamente 20% da produção mundial de crude transita anualmente por esta via.
Correio da Manhã
Abdel Fattah al-Sisi apelou para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades.
O Presidente do Egito alertou esta segunda-feira para o impacto no comércio internacional do encerramento do estreito de Ormuz, no âmbito da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, pedindo diálogo às partes em conflito.
Abdel Fattah al-Sisi apelou para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades, que se alastraram na região do Médio Oriente.
"Mantemo-nos em alerta perante as possíveis consequências da guerra, incluindo o fecho do estreito de Ormuz e o impacto no canal do Suez", disse o chefe de Estado egípcio, antes de sublinhar que o tráfego marítimo através desta última via, não voltou "ao nível normal" desde os ataques de 07 de outubro de 2023 realizados pelo grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
Desta forma, transmitiu que a situação causou "perdas financeiras" e insistiu que o fecho do estreito de Ormuz afeta significativamente os fluxos de petróleo e os preços mundiais.
"O Egito deve examinar cuidadosamente todas as possibilidades e cenários", sustentou o governante, citado num comunicado publicado pela Presidência egípcia.
Abdel Fattah al-Sisi disse ainda que desenvolve, há meses, "esforços sinceros" para evitar um conflito, incluindo a mediação com os Estados Unidos e o Irão, uma vez que as guerras têm sempre "um impacto negativo sobre os países em que ocorrem e nos vizinhos".
"Durante os últimos dois dias sucederam-se acontecimentos muito significativos e rápidos. No Egito, valorizamos a importância de uma desaceleração, de manter a calma e deter a guerra, apesar de tudo ser possível", acrescentou, antes de insistir que o Cairo recusa "de forma categórica" as agressões contra Estados.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel causou até ao momento mais de 550 mortes no Irão, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.
Entre os mortos figuram vários ministros, destacados quadros do Exército iraniano e o líder supremo do Irão, 'ayatollah' Ali Khamenei.
Embora o tráfego no estreito de Ormuz (que separa o Irão, a norte, dos Emirados Árabes Unidos e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância) seja praticamente nulo, nenhuma entidade oficial decretou ainda o seu encerramento.
Desde o início da ofensiva americana-israelita, têm surgido relatos de ataques a navios mercantes na região.
O estreito de Ormuz, com pouco menos de 50 quilómetros (km) de largura, é particularmente importante para o transporte marítimo de petróleo: aproximadamente 20% da produção mundial de crude transita anualmente por esta via.
Correio da Manhã
